om seus 25 mil habitantes espalhados principalmente pela zona rural, a feira de Caetés é o ponto alto do movimento na pequena cidade de onde Lula saiu para São Paulo, em 1952, equilibrando-se em um pau-de-arara com sua mãe e oito irmãos. A casa onde o presidente nasceu não existe mais, e há apenas um projeto de um museu sobre a história de Lula. Para mostrar a um turista, o povo da cidade tem, no máximo, as ruínas da casa de onde os Silva embarcaram no caminhão há 56 anos rumo ao Sul, em meio a plantações de mandioca, feijão e milho.
Lula deixou na região vários parentes, especialmente na zona rural, e todos estão acostumados a falar à imprensa sobre o primo importante. A professora Lindinalva Ferreira de Melo Santos, sobrinha da mãe do presidente, Dona Lindu, lembra das visitas do primo à região desde jovem, ainda longe da política. A foto em que posa com Lula na última visita a Garanhuns decora a sala do sítio onde mora – retrato exibido com orgulho a quem chega.
– Se ele tivesse sido eleito 20 anos antes, o Brasil estaria muito melhor – considera.
Filiado ao PT há duas décadas, Gilberto Ferreira foi um dos que brigaram para hastear a primeira bandeira do partido em Caetés. Nas areias da Várzea Comprida, brincava com o presidente na pobreza da infância, antes de Lula se mudar para São Paulo.
– Desde novo era moleque inteligente, o danadinho. A gente gostava era de caçar passarinho com peteca, hoje chamam de estilingue – lembra Ferreira.
Entusiasmado mesmo fica José Florêncio Filho, o Dudinha, ao ouvir o nome do presidente. Primo-segundo do presidente e companheiro de peladas em São Paulo, na década de 1950, Dudinha ganhou de Lula o apelido de “Pisa na Fulô”, por causa de um xote que fazia sucesso na época.
– A gente jogava em times diferentes, mas estava sempre junto – conta Dudinha, hoje candidato a vereador pelo PT em Caetés.
domingo, 21 de março de 2010
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